quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

amigos

Posso dizer que amo você? Que não antevejo nas palavras uma só curva que ponha às claras essas flores, meu peito seu jardim? Nem consigo pensar numa só pessoa a quem me dirija, sob essas águas sem margens, o ressoar de nosso pulso entre algas. Alguém aqui diz algo e todas as formas com alegria dançam, longamente, sem fim. Passaram por aqui os olhos de meus amigos, dos que feri, de meus pais e filhos. E há por eles tanto amor.